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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Sociedade do Espetáculo

Tirado do Updade or die, muito bom, por Leandro Ogalha em 07/07/2009.

Hoje foi um dia histórico. Toda a indústria americana do entretenimento e da informação realizando a cobertura de um evento via internet sem precedentes.Gigantes da televisão se juntaram às novas mídias online e redes sociais e levaram ao mundo um grande espetáculo.

Foi emocionante assistir Stevie Wonder tocando piano enquanto a câmera fazia uma panorâmica do caixão de Michael Jackson. Ver todos aqueles artistas, juntos no palco, cantando em coro, enquanto um deles fazia a voz principal e passava suavemente suas mãos pelas flores que cobriam o astro pop. Que fotografia, que cena, um verdadeiro show!

A procura por ingressos foi tão grande, que existiram ofertas por até US$ 20 mil na internet. Também, não se pode perder este grande espetáculo. Os organizadores e a família do cantor cuidaram de tudo. Movimentaram a indústria fonográfica, convidaram diversos astros, comercializaram milhares de entradas e venderam as licenças de transmissão para que todo o mundo assistisse e todos os fãs pudessem se despedir do astro pop. Poderiam até ter organizado uma turnê fúnebre mundial. Iriam quebrar todos os recordes de bilheteria.

Essa é a sociedade do espetáculo. Não existem mais limites entre o show e a tragédia. Tudo é entretenimento a ser consumido por uma sociedade plugada e faminta por espetáculos como este. Nela, o critério de veracidade é o fato de ter sido noticiado e em qual volume. Ok, agora tenho certeza que Michael Jackson morreu!

O pensador francês Guy Debord (1931-1994) criador do tema-título deste post defende em sua literatura “O Espetáculo” como a multiplicação de ícones e imagens através dos meios de comunicação de massa, de tudo aquilo que falta à vida real do homem comum: celebridades, atores, políticos, personalidades, mensagens publicitárias - tudo transmite uma sensação de permanente aventura, felicidade, grandiosidade e ousadia. É a forma mais elaborada de uma sociedade que desenvolveu ao extremo o fetichismo da mercadoria. A sociedade da vida moderna prefere a imagem e a representação ao realismo concreto e natural, a aparência ao ser, a ilusão à realidade, a imobilidade à atividade de pensar e reagir.

E ele tinha razão, claro. A morte também é um produto de consumo. Como a última guerra, o terrorismo, as pandemias. O que importa as pessoas reais que fazem da tragédia o espetáculo? Destino infeliz o deles. “Garçom traz mais uma cerveja!”

Ninguém nunca respeitou a figura real de Michael Jackson. Ela nunca existiu. Desde a infância teve a vida invadida e transformada num dos maiores produtos do show bizz, seu enterro não poderia ser diferente.

Há muito tempo tudo é movimentado pela grande indústria cultural por um único motivo: porque nós consumimos.

Voltamos a uma situação primitiva onde nos “alimentamos” de tudo, sem critério. Onde o conhecimento deu lugar à informação imediata e vazia. Onde o respeito à privacidade e dignidade alheia se transformou em conteúdo jornalístico e do entretenimento. Que orgulho de nós mesmos!

Este post não tem imagens ou ilustrações vendedoras, não tem tags, não tem links nem categoria. É apenas um simples registro de onde estamos e para onde estamos indo.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Recorde | Jackson vendeu em 24 horas o mesmo que vendeu em 11 anos

Dica do Blue Bus:

O interesse por Michael Jackson após sua morte está levando a uma reavaliaçao das primeiras estimativas sobre o patrimônio do cantor e as dividas que ele deixou. Inicialmente, a idéia era que os ativos de Jackson seriam superados por seus débitos. Mas esse cenário pode ser diferente em funçao do que tem acontecido desde sua morte. Segundo noticia do Financial Times, nas 24 horas após a morte do pop star a Amazon vendeu um numero de albuns de Jackson semelhante ao que tinha vendido nos ultimos 11 anos. E a varejista de música HMV diz que os cds do cantor venderam 80 vezes mais. A resposta dos fãs à morte de Jackson superou em vendas o que ocorreu após as mortes de Elvis Presley e John Lennon, segundo a HMV. Como grande parte das vendas estao sendo feitas pela internet, as margens de lucro sao maiores. Executivos da industria fonografica, advogados e ex consultores de Jackson afirmam agora que outros patrimônios do cantor também estao sendo transformados por sua morte.

Comento: Realmente, a morte do cantor deu uma visibilidade que nos últimos 11 anos ele não teve. A mídia espontânea é absurda e a mídia dirigida também, de uma semana pra ca as vezes quero ler ou ver alguma novidade no mundo da música e só consigo encontrar notícias sobre Michael. Que bom para a Sony e para os detentores/herdeiros dos direitos dele.

terça-feira, 30 de junho de 2009

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson - Rest in peace

Não posso deixar de fazer uma homenagem aqui hoje.
Deixando de lado todas as esquisitices, esquizofrenias, coisas bizzarras e estranhas da vida do cantor, desde plásticas intermináveis, problemas com a polícia e tudo mais, temos que admitir: o mundo perde um grande artista.

Nasci em 1982, minha infância inteira ouvi Michael Jackson, adorava alguns videos, achava engraçado outros, fiquei triste, pela perda artística, pela decadência do cantor, pela infelicidade de viver metade da sua vida de forma estranha e excêntrica ao extremo. Ouvia Beat it com meu pai quando muito novo, vem uma sensação de nostalgia e tristeza ao mesmo tempo. Acho que Deus permitiu que isso acontecesse para que ficassemos com a imagem boa dele, do artista de Billie Jean, Bad, Thriller, Beat It, Moonwalker, Black and white e vários outros sucessos.

Fica a tristeza de saber que o tempo não volta atrás e algum dia todos passam dessa vida para a próxima, mas também a alegria de saber que a história da música está marcada para sempre.

Deixo minha homenagem postanto uma das minhas músicas preferidas entre várias.

Michael - Rest in peace.
b

Michael Jackson - 29 de agosto de 1958 - 25 de junho de 2009.