Mostrando postagens com marcador Sony. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sony. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de junho de 2009

Walkman



Dica do Update or die:
A revista da BBC deu ao garoto de 13 anos Scott Campbell, um legítimo Walkman Sony para que ele utilizasse no lugar de seu player de MP3 por uma semana. Esta foi a resposta do garoto:

“Levei 3 dias para descobrir que havia outro lado na fita. Este não foi o único erro ingênuo que cometi; achei que o botão de metal/normal referia-se à equalização de acordo com o gênero da música e mais tarde descobri que na verdade tem a ver com o tipo de fita cassete que estou utilizando. Uma coisa que senti falta foi o shuffle do iPod, para escolher uma música randômica. Realmente o Walkman fica devendo essa. Mas eu consegui improvisar apertando o rewind por algum tem e soltando ao acaso. Funciona, mas é trabalhoso. Quando contei para meu pai a minha invenção, sua resposta mostra uma diferença fundamental com os players de hoje, sem partes móveis. Em suas palavras, “walkman come fitas”. Ou seja, ao clicar um monte de vezes para simular o shuffle eu poderia ter arruinado minha fita preferida, me deixando sem música o resto do dia.“

Trilha: Bon Jovi - Blaze of Glory

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O Vinyl vai voltar? A lenda continua...


Do Update or die, dando sequência à reportagem da folha online:

Anteontem a Folha Ilustrada publicou reportagem a partir de um teste cego feito com Edgard Scandurra, o produtor Tejo Damasceno e o jornalista Marcus Preto, aonde eles ouviam os mesmos trechos de músicas em LP e em CD e tentavam identificar qual era o qual. A reportagem foi assumidamente feita para divulgar o relançamento em LP de albuns do catálogo da Sony, ao pequenito preço de R$ 90,00 cada (mas escuta, vocês tem certeza de que isso vai dar certo?!). A opinião do trio foi unânime: o som do vinil é superior ao do CD. É novas. Scandurra: “Parece que eu estava ouvindo a música e colocaram (com o CD) uma caixa de papelão na minha cabeça”.

Acontece que o que está em jogo não é apenas a qualidade do som, mas também a ocasião e conveniência de cada suporte: LP se ouve em casa, de preferência com outras pessoas, em um lento ritual de apreciação das faixas, capas e encartes; já o CD é transportável e MP3 mais ainda, e se associam a uma apreciação mais individualizada da música. Foi a conveniência da digitalização musical que transformou o vinil em artefato cult e quase miss media (”miss”, de “missed”).

Mas o vinil está, já há alguns anos, passando por um revival e voltando a ser consumido, inclusive por gente que nunca comprou um CD (o pessoal com menos de 20 anos e que já começou conhecendo música como arquivos de MP3). Se não fosse pelos DJs, pelo hip hop e pelos bailes da night, o vinil seria hoje uma peça de museu. Paradoxalmente, a cultura do sampler e da música eletrônica também se alimenta dos discos fora de catálogo, na busca por loops e batidas dançantes e na criação de mashups. O terreno digital tem com o analógico uma relação mutualística, como a que o jacaré tem com o passarinho que lhe palita os dentes.

E a propósito do assunto, o jornalista Max Henstell da WNYF Television acabou de subir para a rede o mini documentário “Vinyl Revival” (dica do português Miguel Caetano, do Remixtures). Nele é tratado o fenômeno da resistência das lojas que vendem discos, fenômeno alimentado por 2 fatores: a iniciativa de novas bandas em lançar seus albuns também no formato vinil e o fator agregador que essas lojas criam para quem gosta de música, funcionando como clubes aonde os aficcionados se encontram e trocam informações. Parece uma resposta ao isolamento fisico que costuma acompanhar a internet e a cultura do MP3. Baixe a agulha:


Pra terminar esse apanhado vinílico, a gravadora independente Deckdisc acabou de comprar a Poly Som, última fábrica brasileira que prensava discos e que havia fechado as portas ano passado. Em 2007 o documentarista Felipe Nepomuceno montou o curta metragem “A Última Fábrica de Vinil”, abaixo, com imagens estilo “escola pública abandonada”. Se a Deckdisc vai investir para melhorar a estrutura da Poly Som, isso eu não sei, mas tenho certeza de que muitos músicos e DJs se beneficiarão dessa retomada.



Trilha: Skid Row - Slave to the grind (um vinyl entre alguns que ainda possuo)